Outback em Floripa – Gordura Controlada

Nesta semana inaugurou o Outback em Floripa. Ele foi tão aguaradado que já nos primeiros dias mais da metade da cidade já tinha ido lá, hehe (eu também, claro!).
Aproveitando o assunto sobre comidas mais gordurosas e, ao mesmo tempo, falando da cidade mais saudável do Brasil, resolvi fazer umas perguntinhas a nossa nutricionista Fernanda Scheer sobre quando e como ingerir este tipo de alimento sem prejudicar a saúde e a dieta.


A famosa cebola frita do Outback! Vida!!! É divina

No dia em que vamos comer mais gordura (no caso, ir no Outback), devemos ficar o dia inteiro sem comer ou só comer folhas?
Eu nunca recomendaria a quem sabe que vai num restaurante gorduroso que coma só saladas antes! Porque a fritura libera um cheirinho que é tentador a qualquer força de vontade, especialmente de quem já está com fome. Por isso a minha orientação é manter uma dieta balanceada antes, fazer um bom lanchinho, para que não haja exageros.

E depois de comer entrada e prato principal ricos em fritura e gordura saturada? #porkribsfeelings
Após o exagero, aí sim, intensificar os exercicios, aumentar o consumo de frutas e verduras – ex. Coma só frutas no café da manhã (salada de frutas ou vitamina de frutas com linhaça) e no almoço corte carne vermelha e feijão, coma arroz integral, peixe/frango, legumes e salada. Isto tudo é para dar um trégua ao organismo. Mas sem passar fome!
Claro q comer frituras nunca fará bem, estamos cansados de saber disso. O ato de fritar libera uma substância chamada acroleína que é extremamente cancerígena. Mas tudo requer bom senso. Se você é fã de frituras, escolha a que mais gosta e coma 1 x por semana. Mantendo uma alimentação saudável e equilibrada nos outros dias, não terá problema!
E vale lembrar tambén que o Outback tem pratos bem equilibrados com peixes e vegetais e não só “tranqueiras”!

Deu para dar uma ajudada e, ao menos, uma conscientizada na hora de exagerar, né? Mas vale comer 2 vezes na semana moderadamente do que tudo em um só dia. No mais, aproveitem as delícias da vida!!!

A sua dieta resiste ao final de semana?

A única coisa que me contenta é saber que 90% das pessoas que conheço também acordam na segunda-feira assim como estou agora: arrependida! Começando na sexta-feira com drinks e jantar com as amigas, sábado foi dia de casamento com mais bebida alcóolica e jantar, e ontem… Que vergonha, foi dia de pé na jaca! Comi tudo que nunca como normalmente durante a semana e passei o dia em casa curtindo o sofá (leia-se parada!).
Agora, hora de correr atrás do prejuízo mas pensar duas vezes antes de cometer os mesmos erros. Para nossa sorte, a Nutricionista Fernanda Scheer montou uma série de dicas que devemos colocar num cartaz bem grande na cozinha e no quarto, hehe. Confiram:

A fartura do cardápio, os eventos sociais e a preguiça podem emperrar o emagrecimento.

Erro 1: Pular o café da manhã e chegar faminto ao almoço.
Mesmo que voce acorde tarde, o ideal é fazer pelo menos um lanchinho leve, para evitar de chegar a mesa com um apetite de leão. Boas opções: banana com mel e aveia, torrada com geléia e café, vitamina de frutas com linhaça ou iogurte com fruta e granola.

Erro 2: Fazer uma dieta muito restritiva durante a semana.
É o famoso “feitiço contra o feiticeiro”. Voce restringe muitos alimentos de segunda a sexta, especialmente carboidratos e chega na sexta feira sonhando com um prato de massa ou um doce. Melhor é comer um pouquinho mais, incluindo os alimentos que gosta na dieta, mas em quantidades adequadas e fazendo melhores escolhas. Assim evita-se que os dias de folga tornem-se motivo para suprir todas as fissuras suprimidas durante a semana.

Erro 3: Exagerar no álcool todos os dias.É natural que no fim de semana o consume de alcol aumente, uma vez que os eventos sociais também aumentam. Mas isso não deve significar bebida alcóolica de sexta a domingo, do contrário não há dieta e nem fígado que aguente!

Erro 4: Não chegar nem perto de frutas, verduras e legumes.
Devemos lembrar e ter a disciplina de comer frutas e saladas também durante o fim de semana, afinal de contas esses dois dias representam quase 30% da nossa semana. Inclua frutas nos lanches e café da manhã e inicie as refeições principais com saladas, mesmo que a escolha de pratos seja mais gordurosa.

Erro 5: Aproveitar a ida em restaurantes e eventos sociais para fazer péssimas escolhas.
Escolher os pratos mais pesados, cremosos e sobremesas, afinal de contas, é final de semana, não é um bom pensamento. Quando buscamos um corpo e saúde em equilibrio, devemos ter a consciência de que as boas escolhas devem ser para o resto da vida. Isso não significa nunca mais comer aquele prato predileto super gorduroso, mas entender que se comê-lo todo fim de semana o tão desejado equilibrio ficará cada vez mais distante.

Erro 6: Passar o fim de semana inteiro na horizontal.
Claro que no fim de semana queremos descansar, mas isso não necessiariamente significa 100% de sedentarismo. A atividade física pode vir como um lazer… uma caminhada ou volta de bicicleta pode queimar calorias e ainda divertir.

Erro 7: Ficar horas sem se alimentar.
No fim de semana é comum perdermos a discliplina, até porque os horários mudam bastante da nossa rotina normal. E como as refeições principais nesses dias é geralmente mais pesada, é comum passar horas sem se alimentar, exagerando novamente no jantar. Para evitar que isso aconteça e o metabolismo desacelere, faça lanchinhos a cada 3 ou 4 horas. 

Erro 8: Sair de casa para festas ou eventos de estômago vazio.
O ideal é fazer um lanchinho mais saudável em casa, para evitar o exagero tanto de comida quanto de bebida alcoólica, que é absorvida muito mais rápido num estômago vazio.

Erro 9: Beliscar sem parar em churrascos.
Infelizmente os beliscos do churrasco são os mais gordurosos possíveis: linguiça, picanha, pão de alho… E na fome, a tendência é exagerar sem perçeber. O ideal é segurar o exagero nessas gostosuras gordurosas e fazer logo um prato que equilibre salada, carboidrato (como arroz, farofa ou pão) e proteína (carne sem gordura, frango sem pele). O mesmo serve para bares e botecos- melhor pedir logo um prato leve do que ficar nos beliscos.

Fernanda Scheer
Nutrição Funcional e Personal Diet
CRN 24045 

Saciando a fome

Dica de nutricionista para ser levado para a vida toda, bloguetes!

Por Fernanda Scheer

Muitas vezes, ao fazer dieta, diminuimos as porções dos alimentos errados ou fazemos trocas que acabam não valendo a pena, pois o resultado é a sensação de fome o dia inteiro. Claro que para emagrecer devemos diminuir o tamanho das porções, mas fazendo isso gradativamente e sem excluir nenhum grupo, o estômago vai se acostumando naturalmente à nova condição, sem muitos sofrimentos. Ao cortar do cardápio alimentos fontes de gordura, por exemplo, perdemos um grupo extremamente saciatogênico. Claro que não estou falando das gorduras prejuciais para a saúde, como a gordura trans super artificial, as frituras ou as gorduras saturadas em excesso, mas sim das gorduras mono e polinsaturadas, importantíssimas para a nossa saúde.
Alimentos como abacate, azeite de oliva, tahine (pasta de gergelim), castanhas, peixes de água fria e óleo de côco são ricos em gordura sim, mas gorduras que tem uma função no organismo, nutrem células, transportam hormônios, estimulam neurônios e saciam! Outros alimentos que saciam bastante são as proteínas magras como frango, peixe, ovo e carnes vermelhas (em menor frequência).
Minha sugestão é um consumo maior de proteínas no horário do almoço, em proporção ao carboidrato, já que nessa hora utilizamos melhor os nutrientes vindos desse grupo.

Alimentos ricos em fibras também saciam, e devem estar presentes com frequencia em nossa dieta: aveia, quinua, semente de chia e linhaça, pão, arroz e macarrão integrais, leguminosas como feijão, lentilha e grão de bico, além de frutas e vegetais são alguns exemplos.
Por incrível que pareça, muitas vezes confundimos fome com sede, e a sensação de fome pode representar nada mais do que um organismo desidratado. Avalie se esse é seu caso e se discipline para tomar água com uma frequência maior (o ideal é aproximadamente 1 copo de água a cada 2 horas). Evite, portanto, lanchinhos pouco calóricos mas também pouco nutritivos pois o resultado com certeza será a fome freqüente.
Fuja dos produtos diet light e prefira alimentos de verdade à produtos alimentícios. Não tenha medo dos alimentos nutritivos que possuem uma densidade calórica maior: eles não “tapam o sol com a peneira” alimentando só por 1 hora ou até menos, saciam de verdade e espantam a fome por um bom tempo.

Aprenda de uma vez por todas que menos calorias definitivamente não significa o melhor para sua dieta!iro. 

Fernanda Scheer
Nutrição Funcional e Personal Diet
CRN 24045 

Segunda-feira

Já estamos com a rotina fixa e os planos para uma boa alimentação e ritmo saudável não podem falhar. Sabemos que nos finais de semana, para sermos felizes e, voltarmos na segunda-feira com pique e vontade de fechar a boca, tudo é liberado! Contudo, muitas vezes desintoxicar o organismo é preciso e ajuda a manter o peso posteriormente.
Lembrando, não significa perda de peso, e sim, o valor real de seu significado: Detox.
Como sempre dizemos aqui, um corpo bem nutrido está livre de acumular excessos, ajuda na perda de peso para quem necessitar e ainda previne o envelhecimento, fora as doenças. Por isso, não custa fazer uma “limpeza” de vez em quando…

Por Fernanda Scheer

Como na segunda-feira carregamos o “peso” de uma alimentação desequilibrada e cheia de excessos do fim de semana, nada melhor do que começar a semana fazendo um dia de limpeza. A ideia não é passar fome, até porque o nosso estômago geralmente está mais dilatado.

A sugestão é fazer um cardápio bem leve, caprichando no consumo de frutas, verduras, líquidos e grãos, cortando as gorduras ruins e desnecessárias (saturada, trans), derivados do leite e a proteína animal como frango e carne. Assim poupamos o fígado e deixamos ele tranquilo para dar conta de todo o trabalho acumulado! 
Começar a semana assim promove um aumento na diurese e, por focar os alimentos ricos em fibras, estimula o funcionamento do intestino, o que ajuda bastante a desinchar.

Que tal começar o dia com um suco detox, cheio de nutrientes, fitoquímicos e substâncias que ajudam a acalmar o estogamo e promover uma limpeza no corpo? Faça no liquidificador ou na centrífuga:

1 folha de couve (de prefererência orgânica)
1 talo de salsão
1 maçã ou 1 pêra
água
1 col. de sopa de farinha de linhaça dourada

Espere meia horinha até comer mais alguma coisa: assim o suco pode fazer o seu trabalho sozinho (e acredite, ele faz!).
No café da manhã coma frutas com cereais integrais como farelo de aveia, quinua, granola sem açucar. Você até pode consumir pão integral, mas como ele geralmente está associado à uma gordura como manteiga, queijo ou peito de peru, melhor deixar para outro dia. Para caprichar ainda mais na limpeza prefira chá ao café, e adoce com stévia ou xarope de agave (em lojas de produtos naturais).
Uma outra dica é comer frutas como banana, mamão ou banana com tahine (pasta de gergelim) e mel ou xarope de agave. Junte aveia, linhaça ou quinua para reforçar a refeição.

No almoço, aproveite para comer bastante salada crua e de cores bem variadas, com azeite de oliva. Corte o sal nesse dia. Arroz integral e feijão são bem vindos. Acrescente um peixe assado com vegetais e você estará satisfeita e bem nutrida.
No jantar prefira uma sopa de vegetais com leguminosas como lentilha, grão de bico ou feijão.
Nos lanchinhos frutas, vitaminas de fruta com leite de soja e oleaginosas como castanha do pará, nozes e amêndoas.
Lembre-se de tomar muita água durante o dia todo, menos durante as refeições principais. A água hidrata e estimula a eliminação das toxinas.

Para terminar, duas coisinhas que vale lembrar:
- esse cardápio é bem restritivo e não deve ser seguido por um período longo, podendo gerar fraqueza, tonturas e até depressão;
- também não é pensando na perda de peso e sim numa desintoxicação do organismo.

Fernanda Scheer
Nutrição Funcional e Personal Diet
CRN 24045 

Gengibre

No restaurante japonês, vocês dispensam ou não o gengibre? Depois que aprendi a comer confesso que fiquei até um pouco viciada. Como muuuito e adoro. Além de gostoso ele possui várias vantagens para a saúde:

O gengibre é considerado um alimento funcional por possuir uma série de propriedades, entre elas a antiinflamatória. Isso significa que comer gengibre com frequencia pode ajudar a diminuir inflamações. Estudos mostram inclusive um papel na recuperação do músculo pós treino.
É excelente para controle de enjôos, por causa do gingerol, substância que da o sabor ardido à planta, sendo indicado também nesses casos e beneficiando de gestantes à pacientes em quimioterapia.

Fernanda Scheer
Nutrição Funcional e Personal Diet

Sem glúten

Diminuir o carboidrato das refeições é um dos principais aliados da perda de peso, isso todos sabem. Mas o motivo principal pode estar além das calorias, e sim da proteína chamada glúten.
Quem não conhece alguém que descobriu ser celíaco, cortou o glúten e emagreceu naturalmente? Eu conheço!
Nos últimos meses diminui consideravelmente ingestão de carbo, até mesmo quando morei fora. Quando optava por comer uma massa, por exemplo, procurava sem glúten… Claro que isto não precisa virar uma mania, nem radicalismo, mas pode reduzir alguns sintomas e melhorar o bem-estar. Entenda porque:

O glúten é uma proteína presente no centeio, aveia, cevada e trigo.
Algumas pessoas são portadoras de uma doença chamada celíaca, que, na ausência da enzima que digere a gliadina, tornam-se intolerantes a esse nutriente. Gliadina é a partícula que confere elasticidade ao glúten, e forma uma espécie de cola em nosso intestino.
Os sintomas da doença celíacas são diarréias, perda de peso e fezes esbranquiçadas (esteatorréia), com um enorme comprometimento nutricional.
Mas também um outro grupo de pessoas que não possuem a doença celíaca e mesmo assim são levemente sensíveis ao glúten, ou por excessos (o consumo de alimentos fontes de glúten só vem aumentando com o passar dos anos) ou por alterações intestinais causada por maus hábitos alimentares (disbiose intestinal).
Para essas pessoas, o diagnóstico é muito mais difícil de ser feito, pois os sintomas não são tão agudos, e podem variar de pessoa a pessoa. Além disso são sintomas nem sempre relacionados com intolerâncias alimentares.
Entre eles podem estar: dificuldades para perder peso, prisão de ventre, cólicas abdominais, enxaquecas, dores articulares, musculares, depressão, alterações do humor, hiperatividade, aftas, formigamentos das extremidades e infecções urinárias de repetição.

Entendendo o processo:
Uma partícula de glúten mal digerida que é absorvida no intestino vai causando uma série de problemas no organismo, que começa na passagem dessa macromolécula pela barreira intestinal, o que causa inflamações e anormalidades, podendo acarretar na passagem de  bactérias patogênicas para corrente sanguínea.
Vários estudos relacionam o aumento da permeabilidade intestinal com doenças como: inflamações das articulações, atopias, asma, urticária, artrite reumatóide e muitas outras.
O espaço entre as células do intestino normalmente estão fechados, mas a irritação da mucosa pode aumentar esse espaço entre as células e ser um local para a entrada de macromoléculas para a corrente sanguínea.
Essas substâncias que não estão presentes no organismo saudável podem ser reconhecidas pelo sistema imune como um organismo estranho e desencadear uma reação tipo antígeno-anticorpo, como acontece nas alergias de fundo alimentar.
Por essa razão, a retirada do glúten da alimentação, ou apenas a diminuição, para algumas pessoas, pode não ser apenas uma onda ou uma nova dieta e sim uma necessidade, a peça chave na perder peso, desintoxicação, e na recuperação da energia, vitalidade e qualidade de vida.
Um bom nutricionista funcional saberá dizer se o seu caso é esse.

Fernanda Scheer
Nutricionista
CRN 24045

Comer para emagrecer

Nesta época do ano, em especial, escuta-se muita gente contando suas loucuras para perder peso ou manter-se nele. Quem aqui não conhece uma amiga que só come gelatina ou passa o dia com apenas um miojo?! Sem entrar no mérito nutricional desses alimentos, ficar horas sem comer impede sim o organismo de perder peso e ainda cria gordurinhas que as pessoas não entendem como estão ali já que não comem “nada”.
Com o título “Comer para emagrecer”, fiz esse post com duas dicas: uma matéria da Nutricionista Fernanda Scheer e o livro da Nutricionista Bia Rique com o mesmo título, para quem quiser se aprofundar no assunto e mudar seus hábitos de vida para sempre.

Muito se fala sobre a importância de fracionar as refeições para facilitar a perda de peso, ou seja, comer de 3 em 3 horas. Mas poucos sabem as verdadeiras razões para isso. Uma frequencia de 4 em 4 horas pode ser muito benéfica para algumas pessoas pois permite que o alimento consumido anteriormente seja completamente digerido, mas, mais uma vez, vale aqui a individualidade bioquímica. Bom, mas vamos às razões pelas quais ficar muito tempo de estômago vazio  não  são boas e facilitam o ganho de peso:

1. CORTISOL - Passadas 3h e meia sem se alimentar o organismo começa a produzir quantidades significativas de um hormônio chamado cortisol, o famoso hormônio do stress. Faz sentido pois, sem alimento, o organismo entra em estado de stress, já que o cérebro precisa de glicose. Esse hormônio é um grande responsável pelo acúmulo de gordura no abdomen, ou seja, aquela bendita barriguinha que queremos eliminar a todo custo. Por isso é preciso comer para perder barriga!

2. METABOLISMO - O metabolismo desacelera. É, na verdade, um mecanismo de defesa do corpo: começa a poupar energia como segurança – vai que você está perdido numa floresta e não tem alimentos disponíveis? É assim que o corpo pensa. E, todos sabemos, que metabolismo lento é ganho de peso na certa!

3. FOME - Por mais que você não a sinta, a fome vem, e faz com que você coma em exagero na próxima refeição. É o corpo querendo recuperar rapidamente a glicemia, o que faz que você coma até três vezes mais. E com fome você não tem a mesma capacidade de selecionar a refeição, o resultado é que coloca para dentro tudo o que vê na frente.

4. MASSA MUSCULAR - Você já percebeu que num período de longo jejum você acaba nem sentindo mais fome? Isso acontece devido à utilização de massa muscular como fonte de energia, o que não é desejável a nenhum indivíduo. Primeiro porque a massa muscular é que mantém o seu corpo firme e saudável, e segundo porque quanto mais massa você tem mais acelerado é o seu metabolismo, o que significa perda de gordura!

5. ESTÔMAGO - Fracionar as refeições provoca uma redução da capacidade do estômago, diminuindo a fome, a ingestão calória e consequentemente a perda de peso. Isso tudo sem contar que jejuns prolongados favorecem a falta de concentração, alterações de humor, mal hálito, gastrite, queda de energia e até mesmo diabetes. Vale lembrar que os lanchinhos devem ser compostos por alimentos saudáveis e de preferencia naturais como frutas, sanduiches naturais, castanhas e alimentos integrais.

Deu para se convencer?

Fernanda Scheer
Nutricionista
CRN 24045


Livro: Comer para Emagrecer – Uma Filosofia Nutricional. Bia Rique

 

Saber que não existem fórmulas nem milagres para alcançar o emagrecimento saudável e que é possível sentir prazer saboreando cada alimento é um dos ensinamentos que a nutricionista Bia Rique propõe neste livro. 
Resultado de experiências clínicas adquiridas em mais de 10 anos ao lado do Dr. Ivo Pitanguy, a obra traz histórias de pacientes que tentaram diversas dietas sem sucesso até seguir o planejamento da autora, que criou o que chama de “filosofia nutricional”, pregando a compreensão dos sentimentos diante dos alimentos. 
Para a autora, temos que aprender nossos padrões de conduta diante das nossas compulsões e a controlar nossa vulnerabilidade. O livro traz ainda um sistema de substituições que pode ajudar o leitor a organizar melhor o cardápio, entendendo a equivalência entre um alimento e outro, privilegiando a substituição no lugar da exclusão.

Espero que estas dicas tenham ajudado vocês, pessoas que fazem de tudo para perder peso sem pensar na saúde. Ou, caso conheçam alguém que se encaixe neste perfil, fica a dica dar este livro de presente. ;)

Vitamina funcional

Segunda-feira, já acordei e me deparei com 1kg a mais na balança… Ah, final de semana nos mata, né?!
Vou começar compartilhando a primeira vitamina da tarde, depois continuo a semana com comidas leves e naturais.

Ingredientes:
1 copo de leite de aveia

1 pêra
1 colher de sopa de farinha de linhaça dourada germinada
4 morangos médios

Modo de fazer: Bata todos os ingredientes no liquificador e tome imediatamente.

“O leite de aveia tem baixa alergenicidade quando comparado ao de soja ou ao de vaca. A linhaça germinada é rica em fibras, magnésio e ômega 3, uma gordura essencial para a proteção cardiovascular e que ajuda na memória e é contra a depressão” Dra. Fernanda Scheer

Alimentação para aumentar a energia

Por Dra. Fernanda Scheer

A edição nº 2152 de 2011 da revista Isto é publicou a matéria “A boa dieta da energia”, relatando que em tempos de correria e rotina extenuante, a disposição e ânimo são duas coisas que todos buscam atualmente e, para isso, a ciência pesquisa constantemente quais são os alimentos para aumentar a vitalidade e aprimorar a performance do corpo e da mente.
Algumas questões foram abordadas na matéria com relação à identificação de compostos nos alimentos para aumentar a energia e que, embora os grupos de nutrientes apresentem o mesmo benefício, o fazem por caminhos diferentes e alguns com ação mais direta.

O magnésio foi um dos nutrientes abordados com grande importância devido ao processo de transformação do açúcar presente na circulação sanguínea em energia. Além de inúmeras outras funções, o magnésio está envolvido no metabolismo da glicose e secreção de insulina e a sua deficiência está associada ao aumento da resistência periférica à insulina, o que prejudica a entrada de glicose para a célula e, por isso, há consequente queda da energia. A fadiga também pode ocorrer pela deficiência deste mineral, uma vez que se houver déficit de magnésio, além de não ativar a bomba cálcio/magnésio, também não será possível ativar a bomba de sódio/potássio.
Outros nutrientes estão entre os que mais contribuem para a formação de energia, como selênio, ferro, zinco, sódio, potássio, cálcio, vitamina C e vitaminas do complexo B.
O zinco é um componente da insulina, atuando como regulador de sua atividade, além de participar da formação da hemoglobina, proteínas, replicação de ácidos nucleicos e divisão celular. É importante no exercício físico, pois auxilia na redução do lactato. A fadiga, além de estar envolvida com os níveis de cálcio e magnésio, pode ser também decorrente da formação de lactato, que ocorre quando há déficit de nutrientes antioxidantes (como zinco e selênio) e vitaminas do complexo B, principalmente em pessoas sedentárias ou que fazem pouca atividade física. Com relação ao selênio, os principais sintomas de deficiência são as dores musculares, fadiga e a fraqueza muscular.
O ferro é um nutriente essencial na formação de hemoglobina e mioglobina; sendo assim, sua deficiência afetará o transporte de oxigênio, causando sintomas como tonturas, dor de cabeça, falta de concentração e irritabilidade, assim como fadiga muscular devido à falta de oxigenação do músculo. Para maior absorção do ferro, a vitamina C entra como principal agente nesta função, pois aumenta a biodisponibilidade do ferro não heme, presente em alimentos de origem vegetal.
As vitaminas do complexo B são essenciais para o metabolismo dos carboidratos, atuando na conversão da glicose em energia e na manutenção dos tecidos nervosos, função e transmissão nervosa. Elas também participam na conversão de ácidos graxos, proteínas, enzimas e hormônios e, por isso, os sintomas comuns da deficiência de vitaminas do complexo B são cansaço generalizado, falta de disposição e fraqueza muscular.
De fato, cada um destes nutrientes é importante, assim como todos os outros, tendo em vista que nenhum nutriente age isoladamente, mas em sinergia, para que desempenhe sua função adequadamente.

A ingestão de carboidratos com regularidade, principalmente os ricos em fibras (que possuem uma absorção mais lenta, não deixando que a glicemia caia abruptamente), também foi abordada na matéria como um dos fatores que auxiliam no aumento da energia e disposição. A hidratação também é um fator preponderante, principalmente para os praticantes de atividade física, pois a desidratação além de ocasionar efeitos prejudiciais à saúde, também promove a queda do desempenho na atividade.
As alternativas disponíveis no mercado, consideradas energéticas, exigem muita cautela. Um exemplo é a cafeína, que em doses excessivas, pode provocar nervosismo e taquicardia, além de prejudicar a absorção de nutrientes que são responsáveis por promover energia e disposição.
A matéria abordou também os efeitos do nitrato dietético, já que um estudo realizado no Instituto Karolisnka, na Suécia, mostrou que o nitrato pode melhorar a capacidade mitocondrial. O nitrato é um ânion inorgânico abundante em vegetais, sendo convertido in vivo em óxidos de nitrogênio bioativos, incluindo óxido nítrico, que é um vasodilatador. Os autores avaliaram os efeitos do nitrato inorgânico sobre a função mitocondrial basal e o consumo de oxigênio em voluntários saudáveis. Os resultados demonstraram que o nitrato dietético reduz o custo de oxigênio durante o exercício físico, mas o mecanismo ainda é desconhecido. Estes achados podem ter implicações para doenças de fisiologia do exercício e de estilo de vida que envolve as mitocôndrias disfuncionais, o que explica os benefícios do consumo de vegetais.
Ao analisarmos a denominada “boa dieta da energia” da matéria, podemos concluir que ter uma alimentação balanceada, rica em fibras, vitaminas e minerais, de acordo com as necessidades e estilo de vida de cada um, ainda é o melhor caminho para ter qualidade de vida. Ou seja, complicamos tanto uma questão tão básica. A população está perdendo a simplicidade de uma alimentação saudável, buscando alimentos de “última geração”, light ou diet, com promessas “tentadoras”, ou talvez tudo muito prático, porém repleto de sódio, gorduras e aditivos químicos que promovem uma saúde cada vez mais fragilizada e dias com pouca disposição e ânimo para realizar as atividades rotineiras.
Vale mais a pena investir um pouco do seu tempo para preparar uma alimentação o mais natural possível, evitando o excesso de alimentos industrializados, tendo sempre à mão frutas para os lanches, pois na hora da fome, o que tiver pela frente será bem-vindo. O corpo vai agradecer em forma de energia!

Back to reality

Tenho certeza que para grande parte de vocês que está lendo o blog agora, esta segunda-feira está sendo o primeiro dia de vida normal… Sem praia, festas, bebidas, excessos, poucas horas de sono e por aí vai.
Pedi um help para a nossa Nutricionista, Fernanda Scheer, que nos passou dicas infalíveis para acabar com este sofrimento, hahaha!
Vai ser duro gente, mas vamos com fé que tudo voltará ao normal em poucos dias!

- Aumente consideravelmente o consumo de frutas, no café da manhã e lanches, elas são ricas em compostos bioquímicos que nutrem e favorecem a desintoxicação;

- Sucos naturais também são bem vindos. Procure incluir um vegetal como couve, espinafre, salsão ou pepino e não use açúcar para adoçar;

- Pelos mesmos motivos nutritivos das frutas, aumente o consumo de legumes e verduras, de preferência crus. Além de limparem o corpo, aumentam a saciedade, ajudando assim no controle do peso;

- Diminua o consumo de trigo. Substitua o pão por cereais: aveia, quinua, linhaça, chia- são muito mais nutritivas. Troque o macarrão normal pelo macarrão de arroz;

- Evite o consumo excessivo de cafeína. Uma xícara de café ao dia, pela manhã ou até as 17hs é o suficiente essa semana;

- Corte frituras, açúcar, arroz ou farinha branca, embutidos como presunto ou peito de peru;

- Evite o sal e a bebida alcóolica ao máximo;

- Diminua o consumo de carne vermelha para 1 x na semana, nos outros dias prefira as carnes brancas;

- Faça algumas refeições vegetarianas, sem proteína animal. Ex. arroz integral + feijão + legumes + salada crua;

- Tome muita água, o dobro do que toma normalmente, tentando atingir 3 litros ao dia;

- Evite o consumo de qualquer alimento industrializado, de pacote, preferindo os alimentos in natura;

- Faça a ultima refeição 3 horas antes de ir dormir.

Fernanda Scheer
Nutricionista
CRN 24045

Eu garanto para vocês que vou seguir tim-tim por tim-tim tudo isto, pois não vejo a hora de voltar à vida normal, hehehe. Como estou um pouco doente e fraca (tonta, resfriada, enjoada, sem voz…), academia só volto na semana que vem, mas a dieta de reabilitação é primordial nesses primeiros dias.
Good luck bloguetes!