Brigadeiro Funcional

Em meio à tantos dias de festas, comidinhas, bebidas alcoólicas e, quase sempre, poucos nutrientes, vai aqui uma receita da nossa nutri Funcional, Fernanda Scheer, do doce mais queridinho do Brasil.
Rico em vitaminas, nutrem o corpo e ajudam na estética!

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Ingredientes:

– 4 colheres de sopa biomassa de banana verde (receita aqui no site, em outros posts)
– 2 colheres de sopa de cacau em pó
– 1 colher de sopa de óleo de coco
– 4 colheres de sopa de açúcar mascavo ou adoçante xylitol ou 5 colheres de sopa de agave ou mel
Modo de preparo:
Misture a biomassa de banana verde, o cacau em pó, o açúcar e o óleo de coco. Depois, enrole os docinhos. O docinho pode ser envolto com chocolate em pó, coco ralado, farofa de castanhas, chocolate meio amargo ralado e etc. Coloque na geladeira e sirva.

Leite de Amêndoas Caseiro – Como fazer

Um ótimo substitudo ao leite de vaca, o leite de amêndoas é rico em cálcio, fonte de gorduras boas e 100% natural.

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Ingredientes:

1 copo de amêndoas crua
4 copos de água

 Modo de preparo:

Lave as amêndoas, deixe de molho de um dia para o outro com água cobrindo ou guarde na geladeira por mais dias. Escorra a água que ficou de molho, retire a película (opcional) e bata no liquidificador com a água. Coe em um pano ou peneira fina. Se não for consumir na hora, deve-se guardar o leite fresco e dura 3 dias na geladeira.

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Com o que sobrou da amêndoa, tempere com azeite, ervas e sal e faça uma ricota de amêndoas caseira.

Fernanda Scheer
Nutrição Funcional e Personal Diet
CRN 24045

Dieta Paleo ou LCHF

Por Fernanda Scheer…

Lendo muito sobre o assunto resolvi testar a alimentação paleo ou do paleolítico ou LCHF (low carb high fat), que prega o consumo de alimentos na sua forma natural, priorizando o consumo de proteínas animais, gorduras, frutas, legumes, vegetais e eventualmente raízes. Excluí-se grãos, especialmente o trigo. A idéia é seguir a alimentação dos nossos ancestrais. Os lácteos também devem ser evitados (na paleo).

Ao contrário do que muitos pensam, não é uma dieta hiperproteica. A proteína é mantida em quantidades normais, o que come-se mais são gorduras. A drástica diminuição dos carboidratos (não são cortados pois o consumo de frutas, verduras e eventualmente raízes é mantido), tem um efeito de controle da insulina que resulta em ganho de saúde e perda de peso.

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Apesar de estar em evidência, não é uma “dieta da moda”. 
Há muitos estudos científicos disponíveis sobre o assunto (interessados façam suas pesquisas).
Inclusive muitos atletas seguem essa alimentação (low carb) e com muita satisfação nos seu resultados e níveis de energia.

Pontos positivos:

– É uma alimentação que promove muita saciedade por causa do consumo de gorduras. (eu testei usando os princípios da nutrição funcional, focando em gorduras como óleo de coco, abacate, manteiga ghee e azeite. comi mais carnes sim, mas sem exagerar em carnes gordas- o que talvez não seja exatamente de encontro com o princípio da dieta- por isso mesmo, informe-se!). Esse ponto é muito interessante especialmente para pacientes que sofrem com compulsão alimentar.
Eu sempre fui contra essa fobia com as gorduras. Entendo que são fontes de nutrientes importantes que servem como energia e ainda garantem equilíbrio hormonal. E gordura sacia mais do que carboidrato, então eu realmente acredito que as gorduras, além de nutrir, são excelentes cofatores em dietas de perda de peso;

– A redução do consumo de trigo e industrializados é bem vinda à maioria das pessoas. O trigo tem várias questões inflamatórias, que variam em grau de pessoa a pessoa e os industrializados são o “mal do século”- nos intoxicam, desequilibram e desnutrem. Isso é um ponto muito positivo estimulado pela dieta;

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– Não senti queda de energia, por incrível que pareça. Também estava sempre comendo algo bem nutritivo;

– De acordo com os alimentos indicados, há um estímulo de consumo de refeições (comida mesmo) ao invés de lanches, o que é outro fator positivo;

– Segundo estudos e relatos, há melhora nos níveis de colesterol, triglicerídeos e glicemia. Diminuição da gordura no fígado é outro fator que pode ser melhorado (e isso tudo prova que a gordura não é o grande vilão da história, como se pensava. Os consumo exagerado de carboidratos- especialmente os de alto índice glicêmico- pode ser responsável por desequilíbrios na insulina que estimulam o desenvolvimento dos desequilíbrios citados acima).

– A perda de peso, para a maioria das pessoas, é bem rápida;

– Há várias evidências de que o estilo de vida “low carb” (com baixo carboidrato) pode ser positivo para a grande maioria das pessoas.

Pontos negativos (todos são baseados em opinião pessoal)

– Não deixa de ser uma dieta restritiva. Não de calorias e talvez não de quantidades, mas de um grupo alimentar. Isso pode ser bem complicado para algumas pessoas. Eu, particularmente, não gosto da palavra restrição. Sempre estimulo meus pacientes a fazerem boas escolhas por prazer e não por obrigação. Acho que devemos ter o alimento como aliado e não como inimigo ou no tom de proibição;

– A alimentação pode ficar um pouco monótona, o que pode desanimar um pouco;

– Não considera as diferenças bioquímicas entre as pessoas.
Eu sei, por experiência de consultório, que uma dieta que é boa para uma pessoa, pode ser péssima para outra. Tenho pacientes que, se comem proteína animal `a noite, passam mal, não dormem bem. Tenho outros que, se exageram nos carboidratos nesse horário, incham e ganham peso rápido. Algumas pessoas tem uma melhora na digestão com o consumo separado de proteínas e carboidratos, outras precisam dessa combinação para controle do índice glicêmico. Isso sem contar as alergias e intolerâncias, questões genéticas e as carências nutricionais, fatores que devem ser avaliados individualmente;

– Apesar de existir várias opções de receitas adaptadas para os princípios da alimentação, ainda é uma dieta que pode restringir um pouco a vida social. (Vale comentar que chocolate amargo e vinho tinto são permitido com moderação);

– Acho bem positivo realizar algumas refeições vegetarianas por semana, o que, embora seja possível, não vai totalmente de encontro com os princípios da dieta.

Pontuados os pontos (rs), vamos à minha conclusão final:

No geral, acho o princípio da alimentação bem positivo, para quem se adapta.
Embora existam vários relatos e estudos mostrando benefícios para saúde de um modo geral, acho especialmente válido quem busca a perda de peso, especialmente se essa pessoa funciona bem com restrições de grupos e gosta de comer gorduras e proteínas. Muito melhor restringir um grupo e perder peso com saúde (focando nos alimentos naturais, frutas, verduras) do que comer pouco, contar calorias e ter que lidar com fome e compulsão alimentar.
Eu, como profissional, busco sempre o caminho do equilíbrio.
Uma dieta variada que respeita as preferências alimentares, estilo de vida, objetivos e necessidades individuais ainda é o melhor caminho para o ganho de saúde e perda de peso, pois pode ser mantido para a vida toda com mais facilidade.

Por isso a importância da procura de um profissional.

Só debatendo as necessidades e objetivos individuais em consulta, que poderemos definir qual seria a melhor estratégia alimentar.
Mas “compactuo” com a idéia de que o grande problema da alimentação da maioria das pessoas está no consumo exagerado de carboidratos e não só de gorduras.
E incorporei alguns princípios da dieta na minha alimentação sem problemas.
Importante frisar, mais uma vez: Jamais sigam qualquer tipo de dieta (especialmente restritivas) por conta própria. Procurem um profissional de saúde (nutricionista funcional de preferência), para te orientar na melhor escolha de dieta para você.
Até para quem decidir que a paleo ou LCHF pode ser uma boa opção: procurem um profissional que possa te dar o suporte, montando um planejamento da alimentação para você e acompanhando todo processo (eu vou indicar para alguns pacientes sim!).

Queridos seguidores da dieta paleo e LCHF, me perdoem se fiz algum relato errado. Procurei não me aprofundar nos princípios da dieta justamente para não cometer nenhum erro.

Aqui divido minha experiência e opinião pessoal.

E, para finalizar, a melhor dica de saúde, para mim, ainda continua sendo: coma mais comida e menos produtos alimentícios (industrializados).

Sua saúde agradece!

Fernanda Scheer
Nutrição Funcional e Personal Diet
CRN 24045